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Breve nota histórica sobre : 

 

D. João I e D.Nuno Álvares Pereira - Movimentações militares na Beira Baixa entre 1385 e 1400 no contexto da Guerra com Castela - Campanha da Primavera de 1386 rumo a Penamacor

 

 

Como resultado crise dinástica de 1383 e da subida de D. João I ao trono , Portugal entra em guerra com Castela .

Na sequência das conhecidas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e de Valverde ocorreram na Beira Baixa um conjunto de várias ações militares não muito divulgadas principalmente em Penamacor.

 

-Campanha da Primavera de 1386 rumo a Penamacor

 

Em 1386 D. João I  e D. Nuno Álvares Pereira, vindos de Trás-os-Montes atravessam o Douro  e conseguem recuperar Almeida até então nas mãos dos partidário de D.João I de Castela em seguida as forças portuguesas divididas em duas colunas entram em Castela em direção a Coria.

A coluna de D.Nuno Álvares Pereira avança, saqueando no caminho as povoações de Fiolhosa e S.Félix dos Galegos e Fuenteguinaldo.

A coluna de D.João I segue em direção a Coria via Ciudad Rodrigo e Serra da Gata. A progressão é bastante dificuldada devido a fortes chuvadas,  esta  provocou ainda a destruição de uma parte importante dos mantimentos.

Entretanto após 15 dias de cerco Coria, resiste e as forças portuguesas abandonam a ação militar em curso.

O falhanço do cerco terá sido devida a doença que afectou os sitiadores ou pelo facto da localidade ter conseguido receber reforços.

 

 

 

 

A retirada de Castela é feita pela Beira Baixa em direção a Penamacor onde conseguem chegar no inicio de Julho do citado ano de 1386.

Nesta vila as duas colunas militares que entretanto se tinham agrupado no regresso a Portugal são desmobilizadas voltando os seus elementos às suas localidades de origem.

 

 

 

 

Estam documentadas, como tendo participado nesta campanha milícias concelhias de Lisboa, Santarém e Coimbra bem como um contingente da Ordem de Cristo para além da forças de D. Nuno Álvares Pereira originárias de todo o Alentejo, formavam um total de 4.500 lanças de cavalaria mais um número não identificado de peões.

Como curiosidade ... terá sido um dos momentos mais movimentados e intensos que a Vila de Penamacor terá vivido até então.

Por certo terá sido imponente a presença de 4.500 cavaleiros medievais bem armados e acompanhados por muitos peões a atravessarem as terras e as localidades desta parte da Beira Baixa.

 

Por : Joaquim Guerra de Sousa

 

Fontes bibliográficas : 

" Guerreiros Medievais Portugueses " de Miguel Gomes Martins

" Crónica de el-rei D.João I " Fernão Lopes

" Historia de los reyes de Castilla"  Pedro López de Ayala

Imagens de :

www.beira-baixa-antigas-imagens.blogspot.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na rua fronteira da Igreja matriz do Ladoeiro, existe numa velha casa beirã, este interessante portado em granito. É composto de duas pedras laterais com o angulo da face lateral liso sem aresta ou ângulo e de uma pedra trabalhada em relevo na sua parte superior.

Na citada, pedra superior do portado existem 6 semi-círculos  em revelo sendo os três da parte inferior mais salientes. No semi-círculo central da parte superior parece existir a numeração 122. As pedras são em granito e apresentam vestígios de pintura branca em cal.

 

 

 

 

 

Várias questões  importantes que se colocam nomeadamente, a de saber a origem do portado, de onde veio e se terá sido construído de origem para este local.

O portado  será eventualmente, quinhentista  um exemplar de arte manuelina, assim sendo é uma das mais antigas peças arquitectónicas do Ladoeiro.

Na hipotese de ser quinhetista e manuelino, existe em Idanha-a-Velha um outro edificio com motivos semelhantes. 

 

 A porta imediatamente inferior, também apresenta um portado com as faces laterais aparadas sem ângulo recto :

 

 

Estes portados, talvez não sejam originários deste local, podem ter sido aproveitados de outros edifícios mais antigos, até podem eventualmente, ter sido retirados das capelas já destruídas  ( Capelas de S. Pedro,  S. Sebastião e Santo Antão ).
Existe ainda a hipótese destes portados, serem até mais antigos da época romana, talvez de Belgais e terem sido aproveitados nesta construção...
Em conclusão, estes conjuntos de portados devem ser mantidos pois são uma das mais antigas peças arquitectónicas no Ladoeiro.
 

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Imagem do desfile de trajes regionais de todo o País na Exposição do Mundo Português

 - Cortejo Histórico do Mundo Português em 30 de Junho de 1940 - 
encenação Leitão de Barros
trajes Manuel Lapa

 

É certa a participação da Província da BEIRA BAIXA na grande Exposição do Mundo Português em 1940.

Esta exposição internacional decorreu em Lisboa em Belém, não veio a ter relevância internacional devido ao facto da Segunda Guerra Mundial se ter iniciado um ano antes em 1939.

Apesar deste facto foi o um relevante evento no Século XX,  dela ficaram o Padrão dos Descobrimentos o Edifício do Museu de Arte Popular bem como o arranjo arquitectónico da zona ribeirinha de Belém. 

A Beira Baixa esteve presente no evento, não existem muitas imagens dessa participação, por isso aqui se apresentam algumas a titulo de mera curiosidade.

A região terá sido representada por gentes do Paúl, de Malpica do Tejo e eventualmente de Monsanto, não tendo ainda de momento,  muitos elementos certos sobre este facto...

Está confirmada, documentalmente a presença de Malpica do Tejo na Exposição do Mundo Português, através da referência a uma " Casa da Noiva de Malpica "  

Veja em seguida mais algumas imagens sobre o assunto :

 

 

 

 Exposição do Mundo Português . Bairro Regional - Largo da Beira Baixa

 

 

Malpica do Tejo - Postal de uma participante na Exposição do Mundo Português ( Facto não confirmado ainda em estudo )

 

 

 

Malpica do Tejo - Postal de uma participante na Exposição do Mundo Português ( Facto não confirmado ainda em estudo )

 

Imagens de : http://beira-baixa-antigas-imagens.blogspot.pt/

 

 

 

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   Foto na qual se pode ver a base da antiga ponte.

 

- Na estrada nacional 240 junto actual Ponte da Munheca, existe um conjunto de pedras devidamente alinhadas fazendo no seu conjunto, aquilo que terá sido a base de uma ponte anterior à que actualmente existe desde o ano de 1875.

Parece certo que existiu mesmo uma antiga ponte no local, assim sendo a mesma terá sido de construção romana ou posterior já na época medieval. Pela tipologia da construção e pelo relevo que as pedras apresentam tudo leva a quer que terá sido uma construção romana ...

No entanto, esta hipótese coloca várias questões sendo a principal saber o porque da construção de uma ponte naquele local de difícil acesso e de elevado grau de complexidade da ponte em si e também das vias que lhe davam acesso.

Seria natural que a passagem fosse mais a sul a jusante na confluência do Ponsul com a Ribeira do Povo, pois ali a travessia seria bem mais fácil ficando assim junto do importante sítio romano da Granja dos Belgaios.  No mesmo sentido, o caminho pedonal do Ladoeiro para Castelo Branco sempre foi por esta zona.

Mas a ser uma ponte romana teria de ter uma via de acesso que viria de onde e para onde ?

Provavelmente viria do povoamento romano da zona onde hoje se situa Castelo Branco, no triângulo formado pelo povoado do Monte de São Martinho e as capelas da Nossa Senhora de Mércoles e de Santa Ana, pois é ai que existem vestígios romanos.

Possivelmente esta via iria para Idanha-a-Velha  passando a noroeste do Ladoeiro, a sul de Idanha-a-Nova, em seguida pela Ermida da Ns Sª do Almortão, Ermida da Ns Sª do Loreto em Alcafozes até terminar já em Idanha-a-Velha .

 

 

Estes factos colocam algumas questões :

 

Em 1872 ainda haveria a primitiva ponte ?

 

Teria sido destruída para construir a actual ?

 

 

Placa comemorativa da construção da actual ponte, tendo a obra sido iniciada em 1872 e concluída em 1875 no Reinado de D. Luís I
Nesta fotografia é possivel ver as pedras antigas com rebordo e centro em relevo claramente distintas das da actual ponte.
Elementos e mais informação institucional, consultar : http://arqueologia.igespar.pt/?sid=sitios.resultados&subsid=56905
Neste link da Direcção do Património Cultural é referido com sendo " Ponte e via romanas. Conservam-se pedras almofadadas que constituem a base da ponte " .... 
 
 
(Post  pode ser sujeito a novas actualizações )

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